5 de Maio de 2015 - Genival Júnior - (2047 acessos) Comentário

Política x politicagem. Qual a diferença?

É muito comum ouvirmos frases como: “Não gosto de política” ou “não faço política,” pelas ruas e casas onde passamos. Verdade! Mas, as mesmas pessoas que assim falam, são aquelas mais críticas em relação aos governos, ou a credibilidade de qualquer homem público ou mesmo instituição que deva prestar um serviço relevante à sociedade. Falo isso por que, a cada dois ou quatro anos, a população tem diante de si uma nova oportunidade de avaliar o processo político do país, e verificar mais de perto o que pode fazer para mudar a qualidade do cenário político e de seus personagens. 
 
 
Quando as pessoas dizem que não gostam de política, na prática, estão misturando a Política Partidária com a Política Social, duas coisas que andam juntas e misturadas mas não tem nada a ver com a essência do que realmente precisamos. Senão vejamos: Quando escolho uma metodologia de vida para desempenhar um projeto social em minha profissão, na prática estou fazendo política. Se resolvo comer ou não determinados alimentos, estou praticando uma política de seleção alimentar para meu bem estar. Se faço doação de alimentos a comunidades em estágio de vulnerabilidade social, estou fazendo uma política de assistência social. Se faço campos de pelada nos bairros da minha cidade, estou desenvolvendo uma política de qualidade de vida voltada a prática do esporte.
 
 
 E então, como dizer que não gosto de política, se em qualquer que for a minha iniciativa de vida estou praticando uma política individual ou coletiva de vida? Na prática, existe um grande sentimento de decepção nas pessoas que pensam que por que os seus representantes não fazem, elas tem de se abster do processo, quando deveria ser exatamente o inverso. Fatores como esses, tem gerado os votos brancos e nulos registrados a cada eleição. Quando as coisas não estão dando certo, o princípio elementar da troca, da mudança, é a primeira alternativa na cabeça das pessoas para que possamos ver elevado o nível da nossa representação.
 
 
 Isso por que queiramos ou não, qualquer decisão tomada por nossos governantes em nível de executivo ou legislativo, reflete na qualidade de vida do povo. Um exemplo claro disso é agora, com a aprovação na Câmara dos Deputados, da Lei da Terceirização que foi aprovada em duas votações, sendo a primeira com 324 votos favoráveis e a segunda com 230. Será que se a nossa representação tivesse mais compromisso com a classe trabalhadora, o resultado não teria sido outro? Fazer política partidária hoje é difícil, pois estamos num país onde os partidos não tem identidade, ou credibilidade, mas sim as pessoas.
 
 De Fome Zero nas ruas, os nossos partidos dispões de ideal zero. Não porque faltem ideias, mas porque falta a coerência. O que fazer não falta, mas a vontade política dos grupos dominantes para fazer isso sim, falta em demasia. Certo mesmo, e o que me alenta é que a população brasileira está aprendendo a pensar, e se hoje temos eleitores que costumamos dizer que são massa de manobra, temos já aqui e agora, nos rincões mais distantes do nosso Brasil, do Nordeste e da Paraíba, muita gente que começa a acordar e usar a cabeça não só para separar as orelhas.
 
 
 Acredito piamente em um resultado mais qualificado a partir das eleições de 2016, pois vivo não só a expectativa de mudanças, mas também de ser em parceria com a população, agente capaz de mudar os rumos dessa política suja e sem respeito as pessoas, visando alcançar num futuro próximo, mais transparência na sociedade do século XXI.
 
 
Genival Júnior Félix de Oliveira
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19 de Janeiro de 2018

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