25 de Agosto de 2017 - Gazeta Online - (633 acessos) Comentário

Luz de celular e de computador pode causar dano irreversível à visão

 

Especialistas aconselham uso moderado dos aparelhos e proteção

com lentes fotossensíveis.

 

 

Nos dias de hoje, é praticamente impossível passar o dia sem olhar a tela da

 

televisão, do computador ou do celular. Um estudo realizado pela Millward

 

Brown Brasil e NetQuest em 2016 revelou que o brasileiro gasta mais de três

 

horas por dia de frente para o celular. Entre os jovens, a média é ainda maior:

 

quatro horas. E o uso excessivo desses aparelhos tem aumentado a incidência

de problemas de visão.

 


Estudos mostram que brasileiros estão cada vez mais tempo na frente dos celulares e computadores; casos de problemas oculares relacionados a isso também têm crescido

Estudos mostram que brasileiros estão cada vez mais tempo na frente dos celulares e computadores; casos de problemas oculares relacionados a isso também têm crescido
 
 
Foto: Pinterest

A luz azul violeta emitida por TVs, celulares, computadores, tablets e também por lâmpadas de LED podem causar danos irreversíveis, segundo a diretora da Sociedade de Oftalmologia Pediátrica da América Latina, Marcia Beatriz Tartarella. “O efeito da radiação por fototoxicidade vai se acumulando nas células da retina, e isso causa a degeneração da mácula, área nobre da visão”, afirma.

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Os primeiros sintomas de problemas relacionados a este tipo de luminosidade não se manifestam de imediato. Segundo a especialista, é impossível perceber anomalias a curto prazo, mas qualquer sinal de fadiga visual, sensação de olhos secos, irritação ocular e até coceira, deve ser avaliado clinicamente.

Vice-presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, José Augusto Alves Ottaiano explica que piscamos menos quando estamos em contato com a tela de computadores ou celulares, além de exercermos maior pressão para que a visão esteja focada.

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“Nós piscamos em média 15 vezes por minuto. Este é o número necessário para uma boa lubrificação lacrimal. Porém, em situações de estresse, que exigem um foco muito grande do nosso olhar, essa quantidade pode se reduzir a quatro, cinco vezes por minuto. Isso gera uma sobrecarga ocular”, diz o médico.

O especialista ainda dá algumas dicas para minimizar o impacto da luz:

- Para quem trabalha em escritório, por exemplo, o ideal é que o computador esteja sempre no mesmo nível do olhar. Caso esteja acima, a musculatura ocular demora mais tempo para renovar a superfície lacrimal, deixando o olho desidratado.

- Além disso, não se deve prolongar a permanência em frente à tela. Pausas a cada duas horas ajudam a evitar maiores complicações.

- Ar-condicionado também desidrata os olhos e amplia os problemas causados pela luminosidade, especialmente em ambientes menores como o interior do carro.

- É importante lembrar de ajustar as configurações de cada tela para que o brilho se regule de acordo com a luminosidade do local. Ambientes escuros não precisam de um alto brilho no display do celular.

A falta de cuidado prolongado nestes casos pode originar doenças oculares como a catarata e presbiopia, além de problemas nas áreas da córnea, retina, mácula e cristalino, levando à perda de visão gradativa.

Lentes de proteção

A luz azul está também presente em ambientes externos e, por isso, o uso de óculos escuros com proteção para raios ultravioleta é aconselhado.

“Existe radiação da luz azul violeta pelo sol em pequena quantidade, mas isso tem aumentado devido à perda da camada de ozônio protetora pela poluição ambiental”, afirma Tartarella.

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Outra possibilidade é o uso de lentes fotossensíveis, que se ajustam de acordo com a luminosidade do local e dos dispositivos com tela. “O mercado hoje já possui tratamentos especiais que proporcionam conforto e proteção em qualquer ambiente”, completa a oftalmologista.

 

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17 de Novembro de 2017

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