A perspectiva é de chuva abaixo da média esse ano na faixa semiárida dos estados da Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Ceará, extremo norte da Bahia, centro e norte dos estados do Piauí e Maranhão, essas áreas têm sua quadra chuvosa de fevereiro a maio e condicionada majoritariamente à atividade da Zona de Convergência Intertropical.
Com a Atlântico Sul mais frio de que o normal na altura da costa leste do Nordeste de fevereiro a maio de 2026, a tendência é de uma chuva bastante irregular esse ano, prevê o consultor meteorológico do agronegócio Rodrigo Cézar Limeira.
De acordo com suas previsões a maior probabilidade é de recarga em 2026 inferior a 10% no Complexo Coremas/Mãe d’ Água, ou inferior a 129 milhões de metros cúbicos, o referido manancial comporta 1.289.000.000 de metros cúbicos (um bilhão duzentos e oitenta e nove milhões de metros cúbicos), sendo o maior reservatório de água da Paraíba.
Balanço de energia dos oceanos
O físico, meteorologista, mestre em Meteorologia e doutor em Física Rodrigo Cézar explica que o Atlântico Sul na altura da costa leste do Nordeste esquentou demais no primeiro semestre de 2024, algo jamais observado antes segundo as medições realizadas, com isso perdeu calor demais para a troposfera, dessa forma, no primeiro semestre de 2025 e no primeiro semestre de 2026 a tendência é se apresentar mais frio de que o normal, tal fato poderá produzir chuvas abaixo da média em grande parte da região, e também recargas não muito expressivas no maiores reservatórios desses estados mencionados anteriormente.
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Foto: Rodrigo Cézar Limeira // Edição: Airton Alves